segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Quero te apresentar o Eduardo!



Tendo entender e não me ofender muito com as coisas que ouço, é que ás vezes me tomo conta de como as pessoas não sabem mesmo o que aconteceu comigo.Não posso culpa-las nem julga-las,quantas vezes devo ter feito isso com assuntos que não consegui entender o tamanho.
Ouvi de uma amiga ,querendo, claro, me ajudar, deizer assim: Você quis tanto esse nome, Eduardo, quando estava grávida.Fala tanto em Eduardo,porque voce não poe esse nome no próximo?
Foi um tiro no meu coração!
Ela não sabia,ela não percebia,ele não existia pra ela mesmo!
Compreeensível,pois ela não o conheceu, fui uma mãe de UTI,como diria a Karen,e o que se passava entre nós, ficou mesmo só entre nós.
O Eduardo não foi um projeto que não deu certo, ele nao foi um sonho frustrado, ele aconteceu, é meu filho, ele é o Eduardo, não quero um filho que se chame Eduardo,esse filho já existe, por isso falo tanto em Eduardo, não é de qq Eduardo que falo,é dele,daquela pessoa que viveu intensamente entre nós 40 dias,fora a gravidez.Ninguém viu, mas fomos uma família de convivência muito intensa nesse pequeno período.
E o mais bonito e raro é que foi só nosso,só nós 3,ele ficava num quarto separadinho na UTI, quando eu e o Beto chegavamos, fechavámos a porta e viviamos nossa vida particular ali,á parte da mundo.Conversávamos,fazíamos carinhos,beijos e choros.Ás vezes choravámos os três juntos.
Não amo o nome Eduardo, amo meu filho, o Eduardo Carelli Mesquita.


Fiquei com isso na garganta o final de semana todo,agora falei,exorcisei!!

14 comentários:

Dani Vitrolinha disse...

Eduardo Carelli Mesquita, o nome é lindo... e ele então... coisa mais gostosa desse mundo! Nâo consigo parar de olhar pra ele...

AS pessoas ás vezes falam coisas achando que estão ajudando, mas deviam ficar quietinhas né? Vê lá se filho é táxi, pra vc esperar o próximo... meu Deus, que falta de sensibilidade...

Beijo.

taderbal disse...

Dani ,não foi falta de sensibilidade, foi falta de experiencia, de entendimento .

Simone Müller disse...

Dani, eu nem imagino a dor que vcs estão sentindo. Realmente tenta-se buscar uma explicação, uma justificativa pra tudo isso, mas ficamos ao vento. Palavras jamais vão satifazer essa imensidão de porquês. Mas uma coisa ninguém vai te tirar: Você é a mãe do Eduardo, tão esperado, tão amado e tão querido, tenho certeza que ele sentiu esse amor, não importando o tempo que aqui ficou, pois estará sempre vivos nos corações que quem o amou. Beijo e te adoro muito.

Beth Barbalho disse...

Ele era lindo lindo lindo. Sabe Dani, as vezes, e no seu caso especificamente, eu não sei ao certo que dizer. Por que é uma fatalidade, terrível, que aocntece com alguém próximo de nós, e nem sempre o que dizemos é de verdade o que queremos dizer. Acho que as palavras ficam perdidas no meio da dor. Acho tb que essa pessoa foi infeliz na frase, mas o sentido talvez tenha sido de que, se você tem tanto amor por esse Eduardo, poderia ter por um outro, que viesse. Mas os muitos outros que se DEUS quiser virão, terão seus nomes próprios. Eduardo era esse lindo da foto, que já foi morar no céu, mas que você teve, mesmo que por poucos dias ao seu lado. Força sempre!!!! Um beijo ENORME!

Viva! disse...

O nome é lindo e ele, nossa!
Dá gosto de ver essas dobrinhas. Lindo, lindo o seu filho, Dani!
Nunca soube o que escrever para vc, ainda não sei.
Nesse momento é sempre muito difícil encontrar o que falar. É muito difícil tudo. Essa coisa pequenininha preenche tanto a nossa vida, mais tanto. É tanto amor, que não é fácil suportar o não estar perto. Tentar afagar o seu coração é no mínimo tentar entender o que vc está passando. Tento me colocar no seu lugar, coração fica tão pequeno. Dani, vc vai ter um anjinho olhando por vc o resto da vida. Ninando vc nos dias que não consegue dormir direito. Ele vai embalar teu sono. Muita fé!
Beijos

taderbal disse...

Viva,
queria te responder mas seu perfil ou blog não esta liberado pra mim,não sei quem voce é,mas obrigada pelas palavras de carinho

Sheyla disse...

Dani,
Muito fofo o Eduardo. Daqueles bebês que a gente tem vontade de apertar as bochechas. E as dobrinhas? Adoro bebês e suas dobrinhas!
O que acontece, desde sempre, é que muitas pessoas não conseguem sentir a dor do outro. E todos nós, em algum momento da vida, não sentimos antes de falar. Se sentíssemos a dor, a alegria e todos os sentimentos em nós mesmos, saberíamos o momento de consolar, de acalentar, de celebrar e de partilhar com o próximo. Sentiríamos a pureza de amar. Para amar o outro precisamos nos conhecer. Para isso, leva-se tempo e vontade. Vontade para nos amar, nos cuidar carinhosamente e, assim, cuidar do nosso micro-espaço, da nossa família, dos amigos, dos colegas, das pessoas que convivemos no trabalho, nos estudos, etc, até, aos poucos, esse cuidado expandir-se aos desconhecidos. Tento ser assim. Muitas vezes, consigo essa amorosidade indescritível, outras não. O que vale é a tentativa, a busca pela não repetição da insensibilidade.
Tenho certeza de que apesar de não nos conhecermos de alguma forma o meu carinho chega até ti. Da mesma forma, que outras pessoas que entram no seu blog, e de tantas outras que fazem parte da sua vida.
Eduardo sempre será o primogênito.
E isso é de uma importância inimaginável. É amor, puro amor!
Bjs

Viva! disse...

Dani, Viva sou eu! Vanessa, do Multiply! Beijo

Viva! disse...

Dani, Viva sou eu! Vanessa, do Multiply! Beijo

A-N-A disse...

É Dani, acho mesmo que não foi falta de sensibilidade, acho que as vezes a pessoa quer agradar e por não saber o que dizer, diz besteira.
Mais é claro que Eduardo na sua vida só tem um e ele é ele e pronto.
Bj

Daniela (Multiply) disse...

Dani, te admiro muito por que mesmo na dor, consegue se colocar no lugar do outro e entender que a pessoa não tenha falado por mal, mas sim por falta de experiência (como vc disse) na tentativa de trazer algum conforto. Você tem um lindo Eduardo olhando por você e pelo Beto aonde quer que estejam. Me emociono com todos os seus textos, mas esta parte onde vc fala como foi intensa a relação de vocês é de arrepiar!
Um beijo
Daniela (multiply)

Karen disse...

dani,
Eu postei no início do meu blog algo exatamente assim, sobre o dar certo. As pessoas nos enxergam como fracassadas por perder nossos filhos como se a culpa fosse nossa. Mas sabemos que não é. tem que ter força mesmo. saiba que cada dia alivia um pouco...

bjs

Téti disse...

Dani querida,
nem sei se ainda se lembra de mim. cheguei aqui pelo blog da ANA. Vi seu recadinho lá e vim ver se era vc. que saudades...
Soube há um tempo pelo blog da Dani (vitrolinha) que seu bebê tinha nascido. E fiquei tanto tempo afastada de tudo que até comentei com ela "nem sabia que a dani tava grávida!".
Não sabia exatamente o que se passava e tive por bem não perguntar a ngm... apenas orei. Orei muito e com mta fé para que Deus estivesse com vcs para
enfrentar o que quer que fosse.
E hoje, apenas neste instante soube de tudo.
Como todos deve te dizer, de fato, não sabemos o que dizer nesta hora. Mas queria te deixar meu carinho, minhas orações sinceras à Deus por vc. Por vcs. Que esse anjo lindoooo seja luz na sua vida. Não imagino o que seja a dor do não sentir, do não ver, do não tocar... Mas que ela seja bem pequena perto do seu amor eterno por ele.
Um beijo e que Deus esteja contigo!

taderbal disse...

Teti,
claro q me lembro de vc.
Obrigada de coração pelas orações.Um beijo e volte sempre!
Danielle