sábado, 1 de dezembro de 2012

Amamentação

Como rolou por aqui:
Sempre ouvimos sobre a importância de amamentar, dos benefícios pro bebê, pra mãe, além dos laços, da intimidade, etc., etc. Ouvimos tanto, mas tanto que fica até uma certa cobrança velada. E se não
rolar? Vou ser menos mãe por isso? Acho que sim, porque se não consigo nem alimentar meu filho... Ai meu Deus, será que ele ficará desnutrido? Será que meu leite vai sustentar? Será que ele não vai me amar? Será? Será? Será?
Sempre me preparei pra não cair nessa paranoia. Sempre pensei em amamenta mas me preparei também pro caso de não rolar . Pra não pirar né? Porque na minha outra gravidez tive leite, mas notei que não era assim tão abundante. Mas como não tive o bebê mamando, talvez fosse isso.
Quando Gabriel nasceu, momentos depois ele já foi posto no meu peito. Ele pegou de primeira, o bico do meu peito era propicio, tudo certo.
No segundo dia comecei a desconfiar que o leite não estava bastando, fiz o teste glicemico nele e deu baixo, então foi passado complemento de Nam , 30 ml na seringa depois da mamada no peito.
Viemos pra casa e isso continuou, dava peito e complementava com a seringa.
Os médicos me diziam pra insistir que o leite logo desceria mais abundante. Me sugeriram ir ao Materno Infantil que é um hospital público daqui, e que lá me orientariam como fazer pra melhorar a amamentação. Fui e chegando la meu leite saia de jorrar, parecia mentira, as enfermeiras me olhando com aquela cara de: qual é o problema?rs
Mas infelizmente no dia a dia não era assim, seguia com o leite materno mais o complemento.
Passei a ordenhar com a maquina e nesse momento eu já tinha abolido a seringa e assumido a mamadeira. Todo mundo dizia que se desse a mamadeira ele não ia querer mais o peito e tal mas eu ficava com muita dó ele mamando na seringa dura, muito desconfortável. Mas não atrapalhou o peito não, ele continuou querendo o peito e mamando do mesmo jeito mesmo com a mamadeira.
Comecei então a revezar leite materno com leite artificial. Armazenava leite materno pra dar na mamadeira de madrugada, porque é muito demorado no peito e ele acorda demais pra mamar e ficava inviavel pra mim, sou da opnião que mãe tem que estar bem também pra melhor cuidar do bebê.
Mas o leite foi realmente diminuindo, e eu tentando não pirar...
Hoje esta o contrário, peito é complemento e leite artificial é principal. E ele esta grande e saudável, então não me preocupo muito. E a mamadeira me deu uma certa liberdade, por exemplo agora que tive que voltar a trabalhar , como faria se fosse só peito?
Sei que tem mãe que pensa que sofreria demais, pensando que se sentiria dispensavel se não amamentasse, já que qq um poderia cuidar do filho dela, o que eu acho bobagem, na verdade qq mulher que estiver dando leite poderia amamentar o filho de outra mesmo, ninguém é tão indispensável assim, dá na mesma . Entendo que meus laços com o bebê não estão em coisas especifícas , esta no todo, me desculpem o clichê, mas esta no amor de mãe, isso sim, é dificil achar substituição, aliás, isso sim que é insubstituivel : o amor de mãe!

3 comentários:

Lisa Lima disse...

Oi! Desculpe a invasão. Adorei o que você escreveu. Precisamos ser mães e nao amas de leite. Sou a favor da amamentaçao quando e possível, caso contrário a prioridade e a alimentação do bebê.

taderbal disse...

Lisa, não é invasão! Compartilho a idéia da ama de leite, bj

Isabela disse...

Dani,
Eu também nunca fui neurótica com isso na gravidez e não tive problema em amamentar.
Quando Nina largou aos 8 meses, fiquei aliviada por ela mesma ter largado, mas ao mesmo tempo triste por perder aquele momentinho só nosso.
Acho que o mais importante, independente do leite, o bebe estar crescendo saudável.
Bjs